Há quanto tempo não escrevia neste espaço.
Passaram quase três anos...
Continuo Alentejano, já não estou é tão desterrado como estava inicialmente, pois já passaram dez anos desde que vim aqui para Lisboa e constitui aqui família.
Desde a última vez que escrevi aqui, a família aumentou por mais uma vez. Em 20 de abril de 2012, nasceu o Edgar, de cognome, o destruidor terrível.
Assentámos arraiais em Santo António da Caparica, perto da família da Márcia e também esse apoio, por mais pequeno que por vezes possa ser, ajuda a esquecer o desterro da nossa terra.
Parecendo que não, a nossa casa é sempre a nossa casa e a nossa terrinha por cobras e lagartos que em alturas de crise possamos dizer dela, é sempre a nossa terra e mesmo estando bem há sempre uma ponta de nostalgia que nos fica das memórias do passado vivido.
Deixo-vos aqui algumas imagens para verem as diferenças destes quase três anos que passaram.
Sogra, Edgar, Márcia e Eva
Edgar
Eu, Eva e Edgar
Eva e Pipoca (Marta- prima)
Eva
Talvez porque na vida tenha mudado várias vezes de terra (filha de bancário, magistrado ou militar era assim) nunca desenvolvi a sério o sentimento de ter terra, o que sempre que ouvia alguém falar da "sua terra" me deixava nostálgica. Apesar de a terra onde vivi os anos fortes da adolescência e onde vivo hoje, represente um sucedâneo desse conceito.
ResponderEliminarDesenvolvi, em contrapartida, um outro sentimento: a nossa terra é o lugar onde estamos a viver e onde temos amigos e família.
No caso dos alentejanos acresce que mais que ter terra estamos perante um estado de ser. Esse nunca se perde.
Por isso, apesar de ter duas terras - esta e a daí - onde quer que se encontre anostalgia será a do Alentejo mais do que qualquer outra coisa.
realmente ser-se Alentejano é uma condição e não uma mera inscrição num documento oficial.
ResponderEliminarA planície molda-nos a alma e o pensamento.
Mas sem dúvida nenhuma que o sítio onde vivemos nos influencia muito, e eu após 10 anos de desterro já não serei o mesmo que embarcou nesta aventura que me levou à construção de uma família assente no amor e na amizade.