quarta-feira, 31 de março de 2010

2.ª Feira de Páscoa...

É uma tradição que se mantém no alentejo é a de na segunda-feira de páscoa se ir comer o borrego ao campo, onde naturalmente marca presença o folar e as amêndoas...

"Na Arquidiocese de Évora, em algumas localidades, essa tradição de ir para o campo ganhou contornos de Romaria, com um programa organizado em que o sagrado e o profano convivem, sendo momentos de devoção religiosa e de saudável convívio entre familiares e amigos.Junto à fronteira, há décadas que, no fim-de-semana da Páscoa, a vila de Campo Maior fica praticamente deserta porque a maioria da população, incluindo famílias inteiras, se mudam literalmente para as margens do rio Xévora, junto do Santuário de Nossa Senhora da Enxara, a poucos quilómetros da aldeia de Ouguela e de Alburquerque.Apesar das celebrações religiosas acontecerem apenas no Domingo de Páscoa, com a celebração de uma Eucaristia, e na segunda-feira de Páscoa, com a tradicional Procissão com a imagem de Nossa Senhora da Enxara, os campomaiorenses vão para ali acampar dias antes. Este ano não será excepção, sendo que os terrenos para os acampamentos já estão marcados há muito tempo para aquelas bandas.No dia mais importante da Festa, Segunda-feira de Páscoa, feriado municipal, realiza-se, pelas 15h30, uma Missa seguida de procissão em honra de Nossa Senhora da Enxara, terminando as festas, como é tradicional com o sorteio de uma bezerra, um borrego, um Leitão e um Presunto.Mais a oeste da Arquidiocese, decorre a Romaria em honra de Nossa Senhora do Carmo, que acontece na Serra de São Miguel, concelho de Sousel. Trata-se de uma romaria secular que se realiza anualmente, na segunda-feira de Páscoa. Segundo a imprensa local, as gentes da vila de Sousel, numa azáfama, preparam de véspera o cabrito assado, o ensopado de borrego, as “costas” e o pão que são feitos no forno de lenha. Na Segunda-feira de Páscoa invadem a Serra de S. Miguel, em busca de uma sobra das oliveiras que a povoam, para estenderem as suas toalhas e fazerem o piquenique. Durante a Páscoa, a imagem de Nossa Senhora do Carmo é levada para a Capela, no alto daquela Serra. E na próxima Segunda-feira, cumprindo a tradição, está marcada a Missa seguida de Procissão, para o meio-dia. Finalizadas as cerimónias religiosas, acontece o almoço e depois, o tradicional rebola. Para outros, depois do almoço vem a “sesta”, enquanto esperam pelo início da tourada, marcada para as 17h.A Sul na Arquidiocese, nomeadamente, por Mourão, na Segunda-feira de Páscoa realizar-se-á a Romaria de S. Pedro dos Olivais. O dia começará pelas 10h com o cortejo, em volta do Jardim Municipal. Às 11h30, Missa Solene campal, na ermida de S. Pedro, seguida de Procissão em volta da ermida. Após a confraternização, pelas 15h, iniciar-se-á o Arraial, com o leilão das fogaças ofertadas.Pelo Alentejo fora existem ainda outras festas e romarias tradicionais com maior ou menor organização, que marcam a segunda-feira de Páscoa e os dias seguintes, como acontece no concelho de Alandroal, onde na segunda-feira de Pascoela, oitavo dia depois da Páscoa, acontece a Romaria da Senhora da Boa Nova, para a qual muitos ainda guardam o borrego e o foral para degustarem por esses dias.No vizinho concelho de Borba também se assinala a segunda-feira de Páscoa, com a Festa de Santa Bárbara, e na segunda-feira a seguir, com a Feira da Pascoela.Em Redondo, a tradição na segunda-feira de Páscoa continua também a cumprir-se com a romaria à Ermida de Nossa Senhora da Piedade. Ao meio dia haverá Eucaristia, seguindo-se uma tarde de convívio.Na cidade de Elvas a tradição de ir comer o borrego para o campo é também cumprida, sendo que neste caso, na segunda-feira de Páscoa, os elvenses rumam para a Ajuda, nas margens do Rio Guadiana, onde comem o borrego assado."
Pedro Miguel Conceição, jornalista de “a defesa”Dossier A Defesa 12/04/2009 23:45 3943 Caracteres 76 Páscoa(Fonte: site Agência Ecclesia)

2.ª Feira de P

segunda-feira, 29 de março de 2010

O que os tempos mudam...

Vejam bem como as coisas mudam tão depressa... como a tradição e o vestuário dos alentejanos mudou tanto

Traje do Pastor: composto por calças, camisa, capote, safões e pelico por causa do frio.
Capote - é uma peça de abrigo e de talhe quase direito. Os braços mantêm a liberdade de movimento, o corpo nunca se sente apertado e o frio não entra. Vasto e de certo peso, quase toca o chão, cobrindo todo o corpo. A gola, em pele de raposa usa-se levantada.
Safões – são calças a sobrepor às de pano, que se usam ajustadas. São confeccionadas em pele de borrego, confortáveis, duráveis e de fácil obtenção. Nos meses de Verão estes são substituídos por outros de lona branca.
Pelico – é uma espécie de casaca com as abas largas e compridas, sem mangas, com ombros salientes, protegendo as costas. Pelico e safões costumam ser debruados de Saragoça, pregados de botões metálicos e apertados com tiras de cabedal.

Traje da Ceifeira: A roupa das ceifeiras é constituída por dois fatos: roupas do campo roupa de portas.

Roupa do Campo – composta por botas altas, meias grossas pretas, saias dos calções (é uma saia de riscado muito franzida, apanhando- -se esta depois, aos joelhos com uns cordões que se chamam “orelos” e entre as pernas prega-se com alfinetes de dama), uma blusa velhas, um chapéu preto chamado “aguadeiro” no Inverno, no Verão chapéus de palha, um lenço com riscas pretas e brancas. É o fato de trabalho.


















Roupa de Portas – composta por uma saia feita de um tecido chamado “gorgorina” franzido ou não, uma blusa do mesmo tecido, ou de fazenda no Inverno. A blusa de Verão tem um folho quadrado, o avental era bordado à máquina, ou com folho por baixo, o lenço azul-escuro de seda. É o fato que as ceifeiras vestiam depois do trabalho nos campos.

Fontes:http://lendasetradicoes.blogs.sapo.pt/3686.html e http://www.eb1-n1a-campo-maior.rcts.pt/turmas/tbandeira/Campo%20Maior/Trajes.htm

A decisão do nome...



Há algum tempo que não escrevo neste espaço, mas vá-se lá saber por que razão apeteceu-me vir aqui escrever...
Desde a última mensagem até à presente data, muita coisa sucedeu, muita água passou por debaixo da ponte, muita coisa mudou...
Hoje eu e a Márcia sabemos que iremos ser pais de uma menina a quem decidimos chamar de Eva...
Sendo previsível que, a menina venha a ser do signo gémeos, e aliando esta circunstância à força do nome será que a nossa Eva seguirá as pisadas de outras mulheres com o mesmo nome? Não sei, apenas quero que ela seja feliz neste mundo complicada e cada vez mais agitado...